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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Alma Destilada



Alma Destilada

De onde eu vim, o corpo é só um copo
O que importava era é bebida a qual se apreciava.
Doces, enjoativas, amargas e intragáveis
Degustava cada gole uma dose de alma.

Não importava qual era o corpo
Seja ele vidro, seja ele plástico
Alguns cristais refletiam luz transpassando o vazio
Apenas um belo copo com uma dose de vácuo

Na minha terra embriaguei-me com vinho
Do tonel tomei da mais pura alma
Sentindo a ressaca de estar vivo
Sentindo-me uma dose de bebida barata